Divulgação / Pref. Olinda

QUANDO TRANSFERIMOS RESPONSABILIDADES PARA OS POLÍTICOS

Por Patrícia Viale –

Imagine passar a responsabilidade da sua vida para uma outra pessoa. Esta outra pessoa irá escolher o que você comerá no almoço, a cor da sua camisa, o time de futebol para quem você torcerá, etc. Visualizou a cena? Gostou? Claro que não. Todos queremos liberdade para fazermos nossas escolhas pessoais. E toda escolha vem carregada de uma outra questão: sermos responsáveis. A responsabilidade social e individual inclui o engajamento, de cada pessoa, em relação à comunidade onde vive, bem como em participar na resolução de alguns dos problemas locais. Ou seja, pessoas se comprometem com suas comunidades. Isto é o normal.

Quando entregamos este papel para um político nos esquivamos de nossa responsabilidade. E consequentemente de nossa liberdade. Se não queremos cuidar, como iremos escolher algo? Se não queremos nos envolver, como iremos reclamar? “Quem cala, consente”. Não é assim que se diz? Você prefere ficar calado a ser responsável?

Escolhemos vereador e prefeito nesta eleição. Os vereadores, dentre outras funções, também são responsáveis pela fiscalização das ações tomadas pelo poder executivo, isto é, pelo prefeito. Cabe ao vereador a responsabilidade de acompanhar a administração municipal, principalmente no cumprimento da lei e da boa aplicação e gestão do dinheiro público. Vereador não faz favor para prefeito. Vereador pensa no bem comum da sua comunidade num todo e não somente numa parte desta.

Fiscalização cidadã

E o prefeito, o que faz? O prefeito trabalha na elaboração de políticas públicas para saúde, educação, habitação, entre outros fatores necessários ao bem-estar e qualidade de vida dos cidadãos. É o prefeito quem encabeça a administração da cidade, o responsável pela gestão pública.

E onde entra o cidadão e eleitor? Além de votar nos seus representantes, o cidadão fiscaliza a atuação dos vereadores e do prefeito. Um cidadão precisa ser consciente e responsável com suas escolhas. Uma pessoa, consciente de sua responsabilidade, não transfere a culpa dos problemas para outros. Ou seja, apostou errado, as consequências serão desastrosas para toda comunidade. Escolheu um gestor público que não faz planejamentos na área da saúde? A saúde pública terá problemas. E quem irá padecer? Toda a população. Entendeu porque é necessário escolher político responsável e, cobrar deste, a responsabilidade que lhe cabe? Pesquise o nome do político. Ele trabalhou na área em que se diz ser craque ou passou parte da vida reorganizando relações, para se manter em cargos públicos?

Cidadãos têm direitos (e os merecem), mas cidadãos também possuem deveres a serem cumpridos. Alguns destes deveres são: escolher os governantes do país; cumprir todas as leis e a Constituição; proteger o meio ambiente e todo o patrimônio público e social do Brasil; respeitar os direitos das outras pessoas; educar e proteger os seus semelhantes, entre outros deveres. Até onde estamos conscientes de nossos deveres? Ou só queremos os direitos? Deveres cumpridos favorecem o equilíbrio numa comunidade. Deveres cumpridos são responsabilidades assumidas e direitos respeitados. Transferir a nossa responsabilidade, de cidadãos, para políticos é entregar a chave da casa para uma outra pessoa. Pode chegar o dia em que não conseguiremos entrar na nossa própria casa.

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