O RACISMO E A CONSCIÊNCIA HUMANA

Hoje 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, abro minhas redes sociais e me deparo com uma enxurrada de pessoas comentando o caso do homem preto assassinado no Carrefour em Porto Alegre, e outra enxurrada de amigos postando que precisamos de um dia da consciência humana, inclusive chegou a mim fotos de crianças de uma escola  “fantasiadas” de pretos com cartazes dizendo que não precisamos de Dia da Consciência Negra.

Antes de eu entrar mais a fundo no tema eu quero te fazer uma pergunta! Se você cai e se machuca, nós vamos discutir se você está com dor? Que referências eu tenho para discutir contigo a tua dor?

Você já deve ter entendido aonde quero chegar. Então só o que eu peço, o que todos nós pedimos há muito tempo é que tenham mais empatia! Não minimizem a nossa luta e o nosso sofrimento. Um preto é morto no Brasil a cada 23 min. Um homem foi espancado até a morte em Porto Alegre por ser preto.

Cada vez que eu leio a frase precisamos de um dia da consciência humana, mais eu percebo a necessidade do Dia da Consciência Negra.

Entendo que quem escreve isso está cheio de boas intenções querendo ver um mundo melhor. Mas preciso dizer que enquanto você não tiver um chefe preto(a), um professor universitário preto(a), não ver um preto ou preta num restaurante bacana como cliente e não como garçom. O seu texto falando do espírito sem cor não adianta nada.

O Dia da Consciência Negra serve para você que é branco refletir sobre o que nós pretos passamos e nos ajudar a fazer a transformação que queremos. Se junte a nós nessa luta. Nosso inimigo não é você branco, nosso inimigo é o racista.

Quando tivermos um mundo justo com oportunidades iguais para homens e mulheres, brancos e pretos de qualquer classe social e identidade de gênero e credo. Eu serei a pessoa mais feliz comemorando o Dia da Consciência Humana. Enquanto não chegamos lá te peço ajuda para conscientizar teus amigos e familiares que o racismo machuca, o racismo mata.
Texto de autoria de Daniel Almeida