A mortandade de abelhas no Rio Grande do Sul configura uma tragédia ambiental na opinião de apicultores gaúchos entrevistados pelo jornal Zero Hora, em janeiro de 2019. Quatrocentos milhões de abelhas morreram em pouco mais de um mês no início do ano , cinco mil colmeias inutilizadas e perdas avaliadas em 150 toneladas de mel são a consequência do uso de agrotóxicos nas lavouras de soja da região de Cruz Alta, no noroeste do Rio Grande do Sul, e noutros municípios como Santana do Livramento, na fronteira com o Uruguai.

O pior de tudo, é que ainda segundo o Zero Hora, apenas 30% dos casos de mortandade de abelhas chegam ao conhecimento do público.  O principal responsável pelo extermínio  absurdo de colmeias é o  agrotóxico Fipronil usado pelos produtores  de soja na época da floração, quando as abelhas procuram as flores para colher o pólen. 

Se a mortandade de insetos  causada por agrotóxicos continuar até o fim do ano, os apicultores gaúchos poderão chegar em dezembro com uma perda de até 4,5 bilhões de abelhas mortas, “ um verdadeiro massacre ecológico e econômico”, segundo criadores ouvidos pelo Zero Hora.

Quem também lamenta as consequências do uso maciço de agrotóxicos em lavouras são os produtores de vinhos da serra gaúcha. No município de Jaguari,  o produtor de uva e vinho, Sergio Dalla Valle, culpa o veneno pelos prejuízos no seu parreiral num depoimento para o Projeto Colabora:

O mesmo drama se repete na propriedade do agricultor Jeferson Chequim, também em Jaguari:

Jefferson vai ainda mais longe ao admitir que pode perder tudo: