Foto Instituto Fernanda Keller

Esporte e Covid: Os dilemas de médicos, treinadores e famílias

Médicos e treinadores estão bastante preocupados com o efeito do reinício das atividades esportivas aqui na região das Hortênsias, especialmente entre crianças e menores de idade.

Essa preocupação se deve ao fato de as atividades esportivas terem sido liberadas nas cidades de Gramado e Canela sob a condição de estarem na bandeira amarela ou há duas semanas seguidas na laranja. O que acaba gerando muitas discussões envolvendo a segurança dos atletas.

A jornalista Eduarda Zini, conversou com o médico Ricardo Godinho sobre o que pensa, estando na área da saúde, sobre o retorno de atividades esportivas: “Não posso como médico, diz ele,  pensar na liberação de atividades esportivas no interior ou na cidade, porque o que mantém o controle da propagação é o uso de máscara, distanciamento social e álcool em gel. Como tu vais explicar essa liberação quando estamos praticamente seis meses na pandemia sem tratamento adequado e muito menos vacina disponível para a população.”

Já o coordenador da base do Gramadense, Lucas Roldo,  revelou que o clube ainda não  possui uma ideia concreta sobre a volta das atividades esportivas no clube: “ Como a gente trabalha com atletas menores de idade, com crianças, temos que ter um cuidado muito grande com a integridade física dos atletas e professores”.

Famílias inseguras

 Segundo Lucas, ainda não tem prazo para a volta das atividades, o clube está vendo quais serão os próximos passos e aguardando uma definição da Federação Gaúcha de Futebol e de outros clubes do estado para ver qual será a decisão tomada.

 Questionado sobre os riscos da volta ele disse: “É uma situação muito nova para gente, e para os clubes. Vamos trabalhar com cautela, mesmo tendo os protocolos, não tem por que acelerar um retorno. Temos que pensar na integridade física das crianças e dos profissionais, temos que voltar na hora certa, aos poucos”

Essa liberação também causa apreensão em pais de atletas, como conta Viviane Lanzarin: “Como mãe sou contra, porque eu particularmente, me sinto muito insegura ainda, tendo em vista que atividades esportivas geram contato físico . E como podemos acompanhar através das mídias muitos jogadores são infectados pelo vírus do COVID a todo momento. Se não fosse liberado, evitaria um certo conflito entre mães e filhos, pois a maioria dos adolescentes se sentem imunes à tudo, e nós mães ficamos apreensivas. Não havendo esta oferta em tempos de pandemia, seria mais tranquilo essa parte”.

 Assim é possível perceber que a saúde dos atletas e de todos os envolvidos está em primeiro lugar, é necessário ir aos poucos com toda a proteção e protocolos necessários, em momento de pandemia, todo o cuidado é pouco.

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