DOZE MIL CANELENSES DEIXAM DE RECEBER O AUXÍLIO EMERGENCIAL

A base de apoio do governo do Bolsonaro, dentre eles, PSDB e MDB decidiu não votar pela prorrogação do auxilio emergencial às famílias em situação de vulnerabilidade econômica no país. A partir de hoje, mais de 67 milhões de brasileiros desempregados deixarão de receber o auxilio emergencial, o mais importante programa de transferência de renda às famílias. O benefício foi criado para atenuar o impacto da pandemia na economia do país, ao mesmo tempo garantir segurança alimentar (combate a fome) para mais de 30 milhões de famílias em situação de vulnerabilidade.

O aumento das contaminações, óbitos pelo COVID, inflação, custo de vida alto, desemprego em 14,3%, retração econômica no país e hospitais lotados, nada disso sensibilizou os deputados da base do governo (PSL, Patriota, DEM, PSC, Novo, PSDB, MDB, PP, Republicanos, PL, PSD e PTB) que já receberam seus salários e entraram em recesso para curtir as férias, deixando para trás milhões de famílias sem o auxilio emergencial para início do ano e a mercê da fome. A expectativa do IBGE é que, sem auxilio emergencial a pobreza vai atingir 36% da população brasileira no ano de 2021. Mesmo assim os 12 partidos apoiadores do governo ignoraram um possível colapso social nos Estados e Municípios e voaram de Brasília para os seus respectivos Estados de origem para passar o ano novo com a mesa farta.

Canela, por sua vez, terá impactos sociais e econômicos mais severos, pois conforme Controladoria Geral da União, 30,92% de canelenses deixarão de receber a partir de hoje o auxilio emergencial que permitia o consumo no comércio local, pagar suas contas, por conseqüência, atenuava os impactos da crise no setor varejista e diminuía perdas de receita no município. Havia injeções de recursos livres na economia de Canela sem esforço da gestão pública municipal e com a economia funcionando com o estímulo causado por esses benefícios.

O município de Canela possui sua economia baseada no turismo, setor que concentra riqueza na mão de seletos segmentos que historicamente não conseguem absorver a mão de obra ociosa do nosso município. Sendo assim, a expectativa é que a pobreza e o desemprego cheguem ao patamar jamais visto em Canela. Mas a questão é: considerando o otimismo do prefeito reeleito e seus 17 mil votos na eleição, qual a alternativa que a Prefeitura dará as 12.130 pessoas desempregadas e sem o auxílio emergencial?. Vai propor um programa de benefício para elas ou vai contar com a teoria da “meritocracia do livre mercado”?.