ARTES MARCIAIS EM TEMPOS DE PANDEMIA

– Por Eduarda Zini – Hoje aqui no Te Liga vamos falar sobre artes marciais. Sendo assim, batemos um papo com Carlos Francisco, formado em administração estudante de Educação Física que atua como professor de jiu-jítsu e boxe.  Que tal a gente conhecer um pouco desse universo?

Perguntamos para Carlos como ele conheceu as artes marciais e como ela entrou na sua vida:

“Artes marciais está presente na minha vida desde pequeno, quando minha mãe me colocou no judô, depois um pouco mais velho, com 11, 12 anos comecei a fazer karatê, depois fiz capoeira, um pouco de muay thai, boxe também, e só com 18 anos conheci o jiu-jítsu”

Começo dos treinos de jiu- jítsu:

“Em 2000 2001 comecei a treinar porque foi a arte marcial que achei mais efetiva, ela te dá mais autonomia, e o fato da técnica que permite uma pessoa menor conseguir se defender de uma maior. Em 2002 comecei a competir, hoje eu sou faixa preta.

Carlos faz alguns cursos para se qualificar ainda mais nessa área:

“Fiz um curso de boxe em Florianópolis e também em Osório. Fiz cursos com um técnico do Palmeiras, que também treinou a seleção brasileira”

Perguntamos também para o professor, como ele decidiu implementar as artes marciais na cidade de São Francisco de Paula:

Eu morava em Florianópolis e vim para São Francisco de Paula. Comecei a treinar aqui em uma academia porque vi que tinha uma demanda, em busca de exercício físico. Assim conheci um professor, que me convidou para dar aula para ele, eu aceitei e depois abri um espaço para mim.”

Carlos comentou como foi esse processo:

“Abri uma academia e comecei a treinar boxe e jiu-jítsu, deu bastante aluno, e também crianças. Porém o interesse com o jiu-jítsu não é muito grande porque as pessoas buscam mais a queima calórica, por isso, procuram o boxe. Já a defesa pessoal fica em segundo lugar, e muitas vezes não conhecem o jiu-jítsu, pois é muito mais complexo e tu demora para amadurecer a técnica, já o boxe em uma semana já começa a aprender um soco direto e cruzado.”

Carlos nos contou como concilia os treinos como o seu trabalho em uma loja de matérias de construção:

“Meu expediente na loja é das 7:30 da manhã as 18:00 da tarde. Assim eu dava aulas e treinava no período da noite de segunda a sexta-feira.”

Dificuldades com a pandemia:

“Veio á pandemia e não possibilitou mais ás aulas, então tive que fechar a academia. Eu dava aulas particulares também, mas o pessoal ficou um pouco assustado, pois é um esporte totalmente de contanto. Assim, Comecei a treinar em casa com a minha esposa, me organizar, e fazer treinos com materiais alternativos e começamos a cuidar mais da alimentação.”

Pretendo voltar a competir, já estou treinando para isso por diversão e também para atrair mais pessoas pois divulga teu nome, dá ritmo. Na competição você aprende a lidar com medo, a insegurança e ter mais autoconfiança. Inclusive por isso, que os pais colocam as crianças para treinar, para ter autocontrole, aprender uma defesa e aumentar a concentração na aula.”

Novo projeto:

Atletas da Academia Vincere

“Nesse meio tempo, na pandemia, fui convidado para conhecer uma projeto em uma academia de Taquara que se chama Vincere. Que é coordenado por Bruno Sartori, que assim como eu, é faixa preta no jiu-jítsu.  Lá só pode entrar quem tiver um perfil das pessoas que treinam, por processo seletivo, é feito uma avaliação. Então treina sempre o mesmo grupo de pessoas, que hoje tem em torno de 40 a 60 pessoas. É dividido por níveis, básico intermediário e avançado. Na academia você aprende sobre alimentação, sobre a quantidade que deve comer, para perder peso ou ganhar massa muscular.”

“Lá na academia você tem um tempo para mostrar resultado, se começar a falhar por falta de disciplina é convidada a se retirar, só fica quem está apto a levar um estilo de vida saudável. Todas as quintas-feiras têm reunião com o grupo, onde todos mostram seu resultado da semana, também são estabelecidas metas semanais e anuais. Eu e minha esposa vamos de segunda a sexta a Taquara realizar os treinos”.

“O projeto também está expandindo, ele é repassado via internet para duas pessoas da Austrália e uma de Dubai.”

Funcionamento:

Todos são divididos em grupos, onde cada um tem o seu líder, que ajuda as pessoas mais novas a estabelecer e cumprir suas metas, e todo mundo tem sucesso. A academia tem um padrão muito alto em qualidade de equipamentose abrange pessoas de todas as profissões.”

“Durante essa pandemia existe um protocolo rígido: se alguém tiver algum sintoma não vai treinar.

Panos para o futuro:

Carlos nos contou que depois que acabar a pandemia vai reabrir a academia novamente, pois ele acredita que as pessoas vão voltar a procurar esse tipo de atividade.

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