A PANDEMIA MUDA ROTINAS NAS ACADEMIAS DE GINÁSTICA

Por Duda Zini – Hoje, nós do Te Liga, vamos falar novamente sobre academias, mas de um jeito diferente. Vamos focar nos exercícios, como ir à academia e treinar ficou mais difícil nessa quarentena.

Então, conversamos com Paola Pessoa, uma jovem de 23 anos, que é diretora administrativa e frequenta academias há 9 anos. Perguntamos ela como está sendo treinar nesse período tão complicado:

Paola Pessoa

“Entendo que para algumas pessoas foi tranquilo… Porém, para mim não… Antes era mais fácil, porque quando eu não conseguia ir no meu horário normal, eu ia em qualquer outro horário (acordava mais cedo pra ir treinar, ia ao meio dia). A pandemia e a necessidade de agendamento acabou com essa flexibilidade, então normalmente se a gente não consegue ir no horário agendado, normalmente acaba não conseguindo ir”

Outro fator que também mudou o comportamento dos usuários de academias de ginástica foi a necessidade de higienização dos aparelhos para a realização dos mesmos e como isto afetou a prática dos exercícios:

“Os exercícios seguiram praticamente iguais, porém, o desempenho é um pouco inferior, porque acaba sendo um pouco mais “cansativo” treinar usando máscara. Reduz um pouco o condicionamento respiratório”

Perguntamos a Paola sobre como ela fazia para treinar quando as academias tiveram que ficar fechadas por um período, no início da pandemia.

“Quando não consegui ir, não treinei em casa, nos dias em que fiz exercícios optei por aeróbicos como caminhadas e pedal”.

Também conversamos com Diogo Rodrigues, estagiário de 18 anos que frequenta academias há 1 ano e 6 meses. Ele contou que precisou ser mais rigoroso em relação aos horários pois agora é preciso fazer agendamento antecipado para que seja possível controlar a quantidade de pessoas que se exercitam ao mesmo tempo na academia.

Diogo Rodrigues

Diogo conta que, quando não foi possível ir à academia começou a treinar boxe em casa para não perder o ritmo. Isto o obrigou a comprar aparelhos o que o obrigou a fazer algum tipo de investimento.

As conversas com Paola e Diogo nos permitiu perceber que apesar das limitações que o momento exige, as pessoas conseguem se adaptar a essa nova realidade, por mais que haja uma espera ansiosa para o retorno da vida normal.